Vantagens da Digitalização de Sistemas PACS

Descubra as vantagens de escolher um sistema PACS para digitalizar as operações dos serviços de radiologia e diagnóstico por imagem.
A digitalização é a transformação de processos analógicos e objetos físicos em formato digital. Uma forma de alcançá-la é escaneando objetos físicos para posterior armazenamento, seja em um disco rígido ou na nuvem.
Dessa forma, tudo o que antes era feito manualmente e gerava custos desnecessários tornou-se, graças à digitalização, muito mais simples, rápido, eficiente e acessível.
Nesse sentido, a digitalização representa uma economia significativa de tempo e recursos na gestão e no armazenamento de exames radiológicos. Em poucos passos, é possível concluir uma interpretação e enviar o laudo com os resultados, enquanto com um sistema tradicional isso exige muito mais tempo.
O Que Significam PACS e RIS?
Os PACS são sistemas de armazenamento, gestão e comunicação de imagens médicas, como indica a sigla: Picture Archiving and Communications System. Com esse sistema, é possível gerenciar imagens clínicas de diversas modalidades ou métodos diagnósticos (raio-X, ultrassom, tomografia computadorizada, ressonância magnética etc.).
Por outro lado, RIS significa Radiology Information System, ou seja, sistema de informação em radiologia. Esses sistemas realizam a gestão dos departamentos de diagnóstico por imagem por meio de diversos módulos.
Entre esses módulos estão: agendamento, fichas de identificação, cadastro e códigos de pacientes e exames, laudos médicos, faturamento, estatísticas, acompanhamento de casos, ensino, casos de seguimento, e-mail instantâneo e gestão de bibliografia, entre outros.
Tanto os sistemas PACS quanto os RIS contribuíram para o processo de digitalização de clínicas, hospitais e consultórios médicos. Como resultado, observam-se aumentos consideráveis na produtividade da equipe e reduções de despesas em diversas áreas.
Processamento e Digitalização de Imagens Médicas
Em meados da década de 1980, foi criado um padrão de comunicação para imagens em formato digital, chamado DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine). Trata-se de um protocolo que permite compartilhar imagens médicas independentemente da marca da modalidade diagnóstica.
Pode-se dizer que esse foi o início da digitalização na medicina, já que as imagens passaram a ser obtidas e transmitidas pela rede. Posteriormente, elas podem ser armazenadas em dispositivos universais, graças ao formato DICOM. Da mesma forma, os médicos podem realizar a interpretação dos exames utilizando um visualizador DICOM.
Em seus primórdios, as imagens digitais mais utilizadas vinham de tomografias computadorizadas, ressonâncias magnéticas e ultrassons. Hoje, praticamente todas as modalidades diagnósticas são compatíveis com o formato DICOM.
Aquisição de Imagens Médicas Digitais
A aquisição de imagens digitais compreende duas modalidades principais: as processadas diretamente em formato digital e as obtidas a partir de uma chapa física.
No primeiro caso, as informações adquiridas pelos métodos de exame de imagem são processadas em um computador em código binário. Como resultado, obtém-se a imagem digital, que pode ser armazenada ou transmitida pela rede.
Já no segundo caso, a digitalização é feita manualmente com um digitalizador de chapas radiográficas, que obtém as informações numéricas que são processadas da mesma forma para converter as informações em imagem.
Localização das Imagens Médicas Digitais
Os sistemas de digitalização de imagens médicas operam em conjunto com o sistema PACS.
Dessa forma, o armazenamento das imagens digitalizadas reside em dois tipos de memória: primária e secundária.
Memória Primária (Cache Primário)
Esse tipo de memória é formado pelos discos rígidos dos servidores e é o mais conhecido e utilizado pelos dispositivos em geral.
Nessa memória de trabalho, o sistema PACS armazena os exames que recebe ou envia, e o Cliente PACS pode acessá-los instantes depois (até mesmo em segundos, dependendo do sistema).
Esse tipo de memória tem uma desvantagem principal: seu espaço limitado. Por isso, é uma memória temporária que armazena apenas alguns exames por vez. Dependendo da memória disponível, as imagens podem ser mantidas de algumas semanas a alguns meses.
Sua principal vantagem está na alta velocidade de acesso, já que o funcionamento da memória cache em geral faz dela um local de acesso rápido.
Do ponto de vista tecnológico, o futuro dos sistemas PACS aponta para equipamentos com quantidades cada vez maiores desse tipo de memória, principalmente pelo benefício de custo por MB que ela oferece.
Memória Secundária (Arquivo)
Esse tipo de memória é cada vez menos utilizado, especialmente desde a chegada dos serviços de armazenamento em nuvem.
Sua finalidade é armazenar os exames recebidos pela memória primária de forma permanente.
Caracteriza-se por ser um local de acesso lento. Remete aos primórdios um tanto manuais da informática, já que é composta por fitas DLT, discos ópticos MOD, CDs ou DVDs, que geralmente ficam em um armário ou depósito.
Memória Remota (Cliente PACS)
Um grande benefício do sistema PACS é que as estações clientes podem ser configuradas com memória de armazenamento própria para receber cópias dos exames sem precisar solicitá-las. Isso representa uma importante economia de tempo.
A desvantagem desse tipo de memória é sua capacidade, que é bastante limitada dependendo do tipo de estação.
No entanto, sua grande vantagem é a possibilidade de ter disponibilidade imediata dos exames a partir de qualquer estação remota.
Benefícios da Digitalização de Exames de Imagem
A finalidade da tecnologia é otimizar as tarefas humanas, tornando-as mais práticas, rápidas e acessíveis para todos.
Por isso, a digitalização dos exames de imagem clínicos traz uma série de benefícios:
Economia
A redução de custos nas empresas, independentemente do setor, tem sido um dos efeitos mais importantes da digitalização.
Dessa forma, os custos foram reduzidos em diferentes áreas, como produção, mão de obra ou outros recursos, aumentando assim a produtividade da equipe.
Da mesma forma, tudo o que se traduz em redução de despesas para a empresa torna-se um serviço mais acessível para os usuários. Portanto, é, sem dúvida, uma relação em que todos ganham.
Acesso Remoto
Um dos grandes benefícios da digitalização de chapas radiográficas é a possibilidade de acessá-las remotamente, graças aos sistemas PACS.
Dependendo do prestador de serviço e do equipamento, acessar esses exames sem precisar ir ao local onde foram realizados é hoje uma realidade absoluta.
Da mesma forma, possibilita a colaboração entre médicos especialistas sem que precisem estar no mesmo local físico.
Evita o Desgaste
As chapas radiográficas estão sujeitas ao desgaste e possuem vida útil limitada. Após certo tempo, os médicos não conseguem mais realizar diagnósticos a partir de chapas físicas.
Uma imagem digital, por outro lado, não se desgasta. Isso é muito útil para fazer comparações na evolução dos pacientes.
Vale ressaltar que as chapas radiográficas são altamente poluentes e seu descarte exige processos especiais que também envolvem custos significativos.
Outros Benefícios
A digitalização dos serviços de radiologia e os sistemas PACS também trazem outros benefícios de produtividade, tais como:
- O uso de listas de trabalho que facilitam a atribuição de tarefas.
- Verificação da carga de trabalho dos médicos que interpretarão os exames.
- Produção otimizada de laudos médicos.
- Análise de produtividade.
Além disso, ferramentas e utilitários estão disponíveis, tais como:
- Recuperação de históricos clínicos e informações do paciente.
- Recuperação de laudos médicos anteriores.
- Todas as ferramentas de visualizadores DICOM, que permitem diagnósticos mais precisos.
Nesse sentido, a digitalização dos serviços de radiologia visa oferecer um melhor atendimento e cuidado a cada paciente.
Referências
- Radiografia Digital com Placas de Fósforo (Henry Schein)
- Armazenamento e Transmissão de Imagens. PACS (conganat.org)
- Huang, H. (2018). PACS e Informática em Imagem. Somerset: John Wiley & Sons, Incorporated.